Tratamento Cirúrgico

MÉDICO CIRURGIÃO PLÁSTICO OU VASCULAR

Quando falamos de tratamento cirúrgico, estamos falando da remoção de tecido doente, ou seja, Lipoaspiração.


A Lipoaspiração para o tratamento de Lipedema, pode ser tumescente ou com laser. E o que define o método a ser escolhido é o quadro de cada paciente, flacidez de pele e estágio da doença. Cabe ao cirurgião plástico definir a estratégia que melhor se encaixa à necessidade desse paciente. 

 

O procedimento de Lipoaspiração Tumescente envolve injeção de uma solução nas áreas de depósitos de gordura excessivos. A injeção contém anestésico e adrenalina, que diminui os vasos capilares com o intuito de abrandar a perda de sangue. A Lipo a laser se faz necessária em casos em que a flacidez de pele acima do joelho é significativa, e com a aplicação do laser existe maior retação de pele e aderência do tecido no local. 
 

A terapia por compressão e massagem podem ajudar no controle dos sintomas, mas infelizmente, o Lipedema não regride com mudanças na dieta ou exercícios. 

No procedimento cirúrgico, o volume a ser aspirado deve respeitar os limites de segurança para cada paciente. Entendemos que a Lipoaspiração deve ser realizada com toda a estrutura, por isso, é importante a realização de exames pré-operatórios específicos e que toda a equipe cirúrgica tenha experiência nesse procedimento. 
 
E embora nosso foco seja o tratamento cirúrgico, acreditamos que para uma melhor resposta ao tratamento, este deve ser multidisciplinar com participação de Nutricionista, Psicólogo, Fisioterapeuta e equipe de Enfermagem com experiência no trato dessa doença.  

Conteúdo escrito com auxílio do cirurgião plástico Dr, Fábio Kamamoto.

Todas as imagens foram devidamente cedidas pelas pacientes.

Antes

Depois

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Antes

Depois

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Saindo da cirurgia

FISIOTERAPEUTA

A atuação da fisioterapia é de suma importância no pós operatório de lipedema. Através das técnicas manuais e recursos elétricos térmicos conseguiremos: ​

  • Devolver a flexibilidade e a mobilidade da paciente; 

  • Prevenir e tratar complicações que podem ocorrer durante o processo de reparo tecidual (fibroses, seromas, equimoses, hematomas); 

  • Aliviar dores e edemas; 

  • Controlar processo inflamatório; 

  • Conter a produção excessiva do tecido cicatricial; 

  • Promover o resultado estético desejado; 

  • Acelerar o processo de cicatrização; 

  • Promover a rápida recuperação da paciente. 

 

Quanto mais precoce o início do tratamento mais a rápida a recuperação e menos intercorrências.  Para traçar um plano de tratamento para a paciente, é necessário uma boa avaliação, um conhecimento da cirurgia realizada, analisar os sinais e sintomas apresentados no momento da avaliação, para que haja o resultado desejado. 

A fisioterapia atua no pré operatório: (antes da cirurgia), no intra operatório (no centro cirúrgico) e no pós operatório.

 

  • No pré operatório fazemos a drenagem linfática, em seguida o enfaixamento compressivo. Uma vez que este potencializa o efeito da drenagem reduzindo o edema, auxiliando na identificação do que é edema e o que é tecido adiposo( gordura), auxiliando o cirurgião na marcação da cirurgia. 

  • No intra operatório , depois que a cirurgia termina, ainda dentro do centro cirúrgico, fazemos a drenagem linfática e o enfaixamento compressivo, com a finalidade de manter a compressão, diminuindo o edema, a dor, evitando o aparecimento de fibroses e seromas. Além de proteger a pele, evitando feridas. Em seguida, colocamos a bota pneumática com a finalidade de aumentar o fluxo sanguíneo, diminuindo a dor e o edema, evitando a trombose venosa profunda.

  • No pós operatório é realizada a drenagem linfática e o enfaixamento compressivo por um período de 7 a 10 dias seguidos, a fim de exercer pressões maiores que as ocasionadas pelo edema. Além de evitar feridas e infecções. Depois usa-se a bota pneumática para potencializar o efeito da drenagem e do enfaixamento, promovendo a melhora da circulação sanguínea e linfática, diminuindo o edema, aumentando a oxigenação, aliviando as dores e desconforto no pós cirúrgico. 

Quando o sangramento é sanado, retiramos o enfaixamento, indicamos uma meia compressiva e continuamos com a bota pneumática. Realizamos exercícios de membros inferiores e superiores, alongamento, fortalecimento para o retorno das atividades de vida diária.  De acordo com a necessidade podem ser utilizados ultrassom e o taping. 

 

  • O ultrassom é muito utilizado,porque gera um aumento do reparo dos tecidos, da oxigenação tecidual, do fluxo sanguíneo, da circulação, da extensibilidade do tecido, melhora o fluxo da linfa, diminui processo inflamatório, aliviando dores e edemas e evitando fibroses. 

  • O taping linfático pode ser indicado mediante a avaliação da fisioterapeuta. Se houver necessidade, só pode ser aplicado depois de 7 ou 10 dias do pós operatório, assim que a fístula que é feita pra extravasamento do líquido, esteja completamente fechada. 

O sucesso da fisioterapia no pós operatório de Lipedema depende da avaliação detalhada e personalizada de cada paciente, dando ênfase às necessidades individuais.

Conteúdo escrito com auxílio da fisioterapeuta Fabiana G. Confalonieri.