A atuação da fisioterapia é de suma importância no pós operatório de lipedema. Através das técnicas manuais e recursos elétricos térmicos conseguiremos: 

- devolver a flexibilidade e a mobilidade da paciente; 

- prevenir e tratar complicações que podem ocorrer durante o processo de reparo tecidual (fibroses, seromas, equimoses, hematomas); 

- aliviar dores e edemas; 

- controlar processo inflamatório; 

- conter a produção excessiva do tecido cicatricial; 

- promover o resultado estético desejado; 

- acelerar o processo de cicatrização; 

- promover a rápida recuperação da paciente. 

 

      Quanto mais precoce o início do tratamento mais a rápida a recuperação e menos intercorrências. 

 

Para traçar um plano de tratamento para a paciente, é necessário uma boa avaliação, um conhecimento da cirurgia realizada, analisar os sinais e sintomas apresentados no momento da avaliação, para que haja o resultado desejado. 

 

      A fisioterapia atua no pré operatório: (antes da cirurgia), no intra operatório (no centro cirúrgico) e no pós operatório. 

 

      No pré operatório fazemos a drenagem linfática, em seguida o enfaixamento compressivo. Uma vez que este potencializa o efeito da drenagem reduzindo o edema, auxiliando na identificação do que é edema e o que é tecido adiposo( gordura), auxiliando o cirurgião na marcação da cirurgia. 

 

      No intra operatório , depois que a cirurgia termina, ainda dentro do centro cirúrgico, fazemos a drenagem linfática e o enfaixamento compressivo, com a finalidade de manter a compressão, diminuindo o edema, a dor, evitando o aparecimento de fibroses e seromas. Além de proteger a pele, evitando feridas. Em seguida, colocamos a bota pneumática com a finalidade de aumentar o fluxo sanguíneo, diminuindo a dor e o edema, evitando a trombose venosa profunda.

      No pós operatório é realizada a drenagem linfática e o enfaixamento compressivo por um período de 7 a 10 dias seguidos, a fim de exercer pressões maiores que as ocasionadas pelo edema. Além de evitar feridas e infecções. Depois usa-se a bota pneumática para potencializar o efeito da drenagem e do enfaixamento, promovendo a melhora da circulação sanguínea e linfática, diminuindo o edema, aumentando a oxigenação, aliviando as dores e desconforto no pós cirúrgico. 

      Quando o sangramento é sanado, retiramos o enfaixamento, indicamos uma meia compressiva e continuamos com a bota pneumática. Realizamos exercícios de membros inferiores e superiores, alongamento, fortalecimento para o retorno das atividades de vida diária.  De acordo com a necessidade podem ser utilizados ultrassom e o taping. 

 

      O ultrassom é muito utilizado,porque gera um aumento do reparo dos tecidos, da oxigenação tecidual, do fluxo sanguíneo, da circulação, da extensibilidade do tecido, melhora o fluxo da linfa, diminui processo inflamatório, aliviando dores e edemas e evitando fibroses. 

 

      O taping linfático pode ser indicado mediante a avaliação da fisioterapeuta. Se houver necessidade, só pode ser aplicado depois de 7 ou 10 dias do pós operatório, assim que a fístula que é feita pra extravasamento do líquido, esteja completamente fechada. 

 

 

      O sucesso da fisioterapia no pós operatório de Lipedema depende da avaliação detalhada e personalizada de cada paciente, dando ênfase às necessidades individuais.

Fabiana G. Confalonieri

Fisioterapeuta

Associação Brasileira de Pacientes com Lipedema - ABRALI

Todos os direitos reservados. Março 2020